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Escrevo Porque...
Sinto a restante Plebe Humana Imputável a um Guião Meu......
Sinto a Existência de uma Fracção Temporal que me distancia dos Demais...
Sinto que os meus Diálogos com as pessoas Esbatem-se em Paredes Eruditas...
Sinto que uma Simples Conversa redonda, Falece em Flácidos Murmúrios...
Sinto que as Sensações Audíveis da minha Voz se perdem no Precipício do Anonimato...
Por isso Escrevo...
Por isso Coloco em Palavras os Rios que Vilipendeiam a minha Alma...
Por isso Coloco em Versos o Enigma de uma Breve Troca de Olhares...
Devido a isso Coloco em Poemas a Chama Catalisadora do meu Espírito...
E Por Isso, Falo tão Pouco e Escrevo tão Masturbadamente...
Escrevo para Mim...
De Mim...
E sobre Mim...
Porque não te Encontro no Limbo da minha Voz...
Porque não te Vejo no Dealbar dos meus Gritos...
Porque não te Imagino como Receptor da minha História...
Por isso Escrevo...
Por isso Coloco em Palavras as Mortalhas que os meus Cigarros Queimam...
Por isso coloco em Versos a Geometria do Mapa da minha Mente...
Devido a isso Coloco em Poemas os Enredos de uma Vida Enraivecida...
Não consigo Falar a Linguagem dos Homens...
Não consigo Assimilar os Diálogos das Gentes...
Não consigo Ouvir as Vozes Plebeias que me Sufocam...
Escrevo...
Para não Falar...
Para não Ouvir...
Para me Lembrar que ainda Existe Alguém em Mim...
Dentro de Mim...
Estou Vergado ao Verso e Reverso da Burka que os Meus Olhos Choram...
Escrevo...
Digo-te...
Há Palavras que adormeceram no Terno Colo do teu Âmago...
Vou Deambular pelos teus Cabelos com a ponta dos meus Dedos...
Vou Subir Mar dentro pelas Margens rosadas do teu Rosto...
Colar os teus Olhos nos meus e Sorrir por Fim...
Há Palavras que se desvanecem no Calor dos teus Lábios...
Há Palavras que rimam com a Inocência do teu Ser...
Há Palavras que adormeceram no Terno Colo do teu Âmago...
É Remissiva a Dor que na orla da Floresta se Esconde...
São Reflexos que fugiram de Espelhos Desencontrados...
É a Intempérie da vida que Ecoa Frígida no vasto Universo...
Vou Deambular pelos teus Cabelos com a ponta dos meus Dedos...
Vou subir Mar Adentro pelas Margens rosadas do teu Rosto...
Quero Refrescar a minha Sanidade na sombra do teu Corpo...
Libertar a minha Respiração agarrado á tua Doce Omnipresença...
Conceder-te a minha Magia percorrendo os Labirintos da tua Imaginação...
Colar os teus Olhos nos meus e Sorrir por Fim...
Vou Prostituir o Sol e Escondê-lo na Palma da minha Mão...
Registrar no meu Éden a Cadência dos teus Passos...
Despir a minha Pele no Casulo que nos Envolve...
Vou Deambular pelos teus Cabelos com a ponta dos meus Dedos...
Vou subir Mar Adentro pelas Margens rosadas do teu Rosto...
É Remissiva a Dor que na orla da Floresta se Esconde...
São Reflexos que fugiram de Espelhos Desencontrados...
Naquele Momento...
Naquele Minuto...
Apenas Existiu o teu Olhar nos Olhos do meu Coração...
Digo-te...
Há Palavras que adormeceram no Terno Colo do teu Âmago...
Querendo Assim Mesmo Quero Só...
Querer Assim Estar...
Querer Assim Morrer...
Quero uma Cornucópia de Adrenalina servida num Mero e Simples Copo de Papel...
Quero um Perfeito Desconhecido Pintado na minha Dicotómica História a Pastel...
Quero Amanhecer na Manhã de Amanha Atormentado Junto ao Teu Leito...
Quero o Perfume que me Persegue Fugitivo Delirante no meu Peito...
Quero um Vinho Encorpado que me Leve na Barca da Fantasia...
Quero um Extracto de Odor num Armário Forrado a Veludo Violeta...
Quero a mais Fina Arte de Amar Degustada pelas Sedas dos Teus Segredos...
Quero uma Horda Acinzentada numa Cúpula Imune ás Intempéries Existenciais...
Quero uma Réstia de Nada servida num Momento Eterno e Volátil...
Quero o Vazio das Horas na Eternidade Simbólica dos Dias...
Quero uma Cornucópia de Adrenalina servida num Mero e Simples Copo de Papel...
Quero um Perfeito Desconhecido Pintado na minha História Dicotómica a Pastel...
Querendo Assim Tanto só Quero a Chuva que Bombardeia a minha Face sem Rosto...
Querendo Assim Tanto só Quero aquele Silêncio que Publicita a Traição de Mansinho...
Querendo Assim Mesmo Quero Só...
Querer Assim Estar...
Querer Assim Morrer...
Vou-me Encavalitar nos teus Desejos mais Proibidos...
Vou Acariciar os teus Anseios mais Profanos...
Sugar, Lânguidamente, a tua Alma em todo o seu Esplendor...
Vou Adormecer as tuas Mágoas com a Saliva do meu Paladar...
Acender o teu Fogo com o movimento Frenético dos meus Lábios...
Agarrar com Vida as tuas Ancas e Consumir-te, Escrava Minha...
Peço-te que acendas a Luz e não deixes a Escuridão Entrar...
Peço-te que me ilumines a Ilusão e não deixes a Monotonia me Arrebatar...
Vamos Corromper a Noite e dizer Palavras Ocas ao Luar...
Vou-me Encavalitar nos teus Desejos mais Proibidos...
Vou Acariciar os teus Anseios mais Profanos...
Sugar, Lânguidamente, a tua Alma em todo o seu Esplendor...
Dá-me o teu Perdão porque Pequei...
Dá-me a tua Mão porque te Roubei...
Olha para Mim, doce Criatura, porque Ceguei...
Sou uma Breve História de quase Tudo...
Um Soneto Irreverente e uma Estrofe Demente......
Sou a Calada da Noite que anuncia o Solstício...
A tua Cruz Pérola desenhada no teu Ventre...
Diz-me que Voas Sedenta de Mim...
Que Respiras o Ar que Consumo...
Diz-me que é em Mim que pensas quando os Pesadelos te Acordam...
Que sou eu que estou ao Teu Lado quando o Medo te fala de Mansinho...
Vou Adormecer as tuas Mágoas com a Saliva do meu Paladar...
Acender o teu Fogo com o movimento Frenético dos meus Lábios...
Agarrar com Vida as tuas Ancas e Consumir-te, Escrava Minha...
No teu Quarto onde o Tempo Pára e as Mentiras Adormecem...
Onde ouço a minha Vida nas Palavras do teu Fôlego...
Onde só tu Existes e a minha Alma Repousa...
Profanar, Languidamente, os teus Anseios mais Profanos...
Sugar-te, Sugando as Tuas Veias Laminadas pelas Cinzas e o Fogo...
Ser Uno é Ser Maior...
Maior que a Dignidade Suprema no Leito da Heresia...
Maior que a Felicidade Ingénua nos Olhos de uma Criança...
Ser Uno é Ser Diferente...
Diferente por Amar a Noite Vestida de Absinto...
Diferente por Sentir a Erosão da Pele no Espírito do Tempo...
Ser Uno é Ser Mistério...
O Mistério da Vida na Promiscuidade de uma Lembrança...
O Mistério da Personalidade na Igreja dos Segredos...
Ser Uno é Ser Melancólico...
Melancólico quando a Música são as Letras que te Dedico...
Melancólico quando a Terapia é a Voz que não Ouves...
Ser Uno é Ser Estanque...
Estanque como um Rochedo na Falésia do Desejo...
Estanque como a Brisa que te Leva os meus Segredos...
Ser Uno é Ser Digital...
Digital como Marca Periférica cravada no Teu Silencio...
Digital como a Gravilha que Tecla os Teus Passos...
Ser Uno é Ser Benigno...
Benigno como a Paixão que habita na Tua Cúpula...
Benigno como a Morte que um Dia te Levará de Mim...
Ser Uno é Ser Maior...
Maior que a Dignidade Suprema no Leito da Heresia...
Ser Uno é Ser Diferente...
Diferente por Amar a Noite Vestida de Absinto...
Ser Uno é Ser Mistério...
O Mistério da Vida na Promiscuidade de uma Lembrança...
Ser Uno é Ser Melancólico...
Melancólico quando a Música são as Letras que te Dedico...
Ser Uno é Ser Estanque...
Estanque como um Rochedo na Falésia do Desejo...
Ser Uno é Ser Digital...
Digital como Marca Periférica cravada no Teu Silencio...
Ser Uno é Ser Benigno...
Benigno como a Paixão que habita na Tua Cúpula...
Ser Uno é Ser Gente...
Gente na Mente de uma Memória Indigente...
Imagina Que...
Vou Oferendar-te uma Sinopse Fotográfica do Dramaturgo que Eu Sou...
Imagina uma Faca Afiada suspensa perpendicularmente a uma Folha de Papel...
Côr de Azevinho...
Imagina um Rochedo Encorpado numa Falésia constantemente Violentada...
Pelo Ritmo Frenético das Ondas que Dançam no Tirocínio das Marés...
Imagina o Precipício...
Imagina os Últimos Centímetros que antecedem a Queda...
Reset...
Vou Oferendar-te uma Sinopse Fotográfica do Dramaturgo que Eu Sou...
Imagina a Génese Filosófica da Vida...
Em Contraponto com a Última Chávena de Culpa...
Imagina o Pulsar Saltimbanco de uma Réstia de Nada...
Contorcida Levemente neste Espírito Catedrático...
Imagina-me Cego...
Sinopse Fotográfica...
Imagina que já Esqueci de Lembrar Quem Sou...
Imagina...
Uma Última Chávena de Culpa...
Imagina o Tirocínio das Marés...
Imagina a Paragem de onde Saiu o Último Passageiro...
Já lá Não Está...
Já Lá Não se Encontra...
Já Lá Não Estou...
Reset...
Nem Memória de uma Glória Aqui Ficou...
Sinto-me na Rota Gravitacional da tua Órbita...
A Planar nos Avatares do Teu Desejo...
Sinto Sentindo um Sentimento de Turpôr...
Algo parecido com uma Pétala de Amor...
Sinto-me Rastejante e Serpenteado pelo Pó das Tuas Cinzas...
Sou a Geometria do Teu Perfil Remasterizado e La Criminoso...
Sou o Crime que Te Persegue na Imensidão de um Pequeno Olhar...
Sinto-me na Rota Gravitacional da tua Órbita...
A Planar nos Avatares do Teu Desejo...
A Viajar por Sítios que Apaixonadamente Desconheço...
Triste Mágoa que Sorri na Floresta do Sexo...
Triste Sina Minha Perpetuada á Socapa...
Nada Ficou por Dizer...
As Palavras Voaram para Parte Incerta...
Não Restou um Lamurio...
Uma Intenção...
Acorda-me Por Adentro e Traz-me de Volta a Melancolia da Saudade...
Não Há Meias Palavras nem Sentidos Pêsames...
Planar e Viajar no Teu Sono Embriagado...
Sinto-me na Rota Gravitacional da tua Órbita...
Assassinado pelos Golpes de Paixão...
Que os Teus Lábios Selvaticamente me Consomem...
Sinto Sentindo um Sentimento de Turpôr...
Na Tua Órbita...